"O ballet é para todos... Que o ama!

Em todo lugar do mundo os passos vão ter o mesmo nome, os olhares dos bailarinos vão ter o mesmo brilho, os corações vão ter o mesmo amor, não importa se seja branco, negro, japonês, homossexual, heterossexual, rico ou pobre. 
O ballet une acima das características físicas, pessoas delicadas, anjos, batalhadores, artistas, sonhadores... 
Apaixonados!
Uma vez bailarino, nunca mais um ser humano qualquer. 
Será sempre diferente na sociedade, no grupo de amigos, na família... Será uma pessoa completamente apaixonada, com um sorriso diferente, com os pés cheios de calos, com uma postura elegante, com asas ao invés de braços.
Todo bailarino se não é privilegiado pelo físico ou pela facilidade de executar os passos, é privilegiado por ser bailarino, por saber como é fugir desse mundo de violência, por saber como é a sensação de ter um príncipe, mesmo que o "partner" seja seu melhor amigo. 

No palco ele vira seu primeiro amor. O olhar de amizade se transforma em um olhar apaixonado.
Apaixonados primeiramente pela escolha de ser do mundo da barra, da sapatilha rasgada, da meia-calça furada, do collant suado... Que por mais que tudo que foi citado não esteja em perfeito estado, é o que te deixa em um estado perfeito.
Não concordo com a frase "Muita gente ama o ballet, mas o ballet ama poucas pessoas”; 

o ballet se deixar ser amado. É preciso conquistá-lo um pouco todos os dias, para que ele seja seu. E quando for ninguém nunca vai conseguir separar, porque ele estará dentro de você.
Bailarinoo!? Ah, bailarinos... Como podem amar o ballet mais que si mesmos? Como podem sonhar acordados? Como podem estar com o ballet todos os dias e não enjoar dele? Ninguém vai saber me responder, mas se a pergunta for diferente e eu quiser saber se todos os bailarinos sentem orgulho de si, com certeza a resposta vai ser sim, porque esticar os pés não é para qualquer um
."


As Diferenças enriquecem a vida de todos!


Olá! vc sabe o que é Inclusão Social?

É dificil pensar que muitas pessoas são excluídas do meio social em razão das características físicas que possuem, tais como:
Cor da pele, cor dos olhos, peso, altura e formação física.
Já nascemos com algumas características e não podemos, de certa foma, ser culpados por te-las.
A Inclusão está ligada a todas as pessoas que não tem a mesma oportunidade dentro da sociedade.
Os excluídos tbm são aqueles que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade. Além dos idosos, negros e deficientes físicos; como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais.
Claro que existem as leis específicas para cada área. Como a cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
O mundo sempre esteve fechado para mudanças. Porém em 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas), criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional de Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que passou-se a perceber que as pessoas portadoras de algumas necessidades especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que outros cidadãos.
A principio eles ganharam alguma liberdade através das rampas que permitiram maior acesso as escolas, igrejas, restaurantes, teatros, cinemas, meios de transportes, etc.
Aos poucos o mundo foi se remodelando para dar-lhes maiores oportunidades.
Hoje é comum vermos anúncios em jornais de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o numero de funcionário da empresa, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei.
Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência(ou reabilitados pela Previdência Social): as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1000 empregados, 4% e mais de 1000 empregados, 5%
Nossa cultura tem uma experiencia ainda muito pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles tbm somos diferentes.
E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

Inclusão Social no Ballet:
Ballet é pra todos. 















ABBA DANCE
Conferência Nacional 2015
E trouxemos este lindo troféu pra casa.
Momentos marcantes.

Eu e minhas alunas: Isabel Cristina, Letícia Mendes, Gabi Barros, Mayara Segin, Luana Reis e Erick. 

"A Professora"

Curso regular ou livre. Infraestrutura. Localização. Metodologia. Mensalidades. Organização.Todos esses fatores são importantes na escolha de uma escola de dança?

Sim!


Porém, se tornam insignificantes perto do item mais importante: 
"A Professora"

Não basta ter uma excelente formação, ter dançado aqui, ali, lá; 
ter mil anos de experiência em dança.
Se ela não souber dar aula e não entender da estrutura corporal...
Esqueça!

Se ela não compreende que cada aluna é única e tem seu tempo de aprendizagem... 
Esqueça!

Se ela se gaba achando que suas alunas jamais a alcançarão... 
Esqueça!

Se ela estimula a rivalidade em sala de aula...
Esqueça!

Se ela tem sua preferida e não acompanha o desenvolvimento das demais...
Esqueça!

Pode até parecer que não, mas isso acontece bastante, chega a ser comum em muitas escolas de dança :((

Uma professora de ballet, geralmente é diferente das demais professoras de outras danças. Ela estudou desde pequena, passou por mil professores extremamente rígidos, sofreu um bocado e com isso tem em mente que o ballet é a dança da perfeição.
Perfeição existe?
Não!

Nem a melhor bailarina dentre todas é perfeita. Sendo assim, não existe a tão esperada Perfeição.

Porém...
Nada de entrar nessa neura de sentir-se a piores do mundo ou inferior a amiga, isso só fará que o desanimo invada as aulas e atrapalhe o desenvolvimento.

Tudo isso pode se agravar quando uma professora exige brilhantismo de quem não tem corpo e nem desenvolvimento para isso. Ou afrouxa na técnica porque não vai perder tempo com quem não conseguirá fazer o que "ela" quer.
Não existe justificativa para essas situações. Uma boa professora vai ensinar o ballet da melhor maneira possível, respeitando o tempo de cada aluna. Ensinará a técnica, sem descuidar da pedagogia. Terá sensibilidade para lidar com mulheres que quiseram ser bailarinas na infância e hoje tem de lidar com suas próprias limitações. Olhará cada aluna como única, entenderá o seu tempo e suas habilidades.

Outra coisa muito importante:
Uma boa professora sabe o quanto é importante para suas alunas dançarem feito bailarinas. Não facilitando as coreografias, mas também não exige o que não poderá ser feito. Entende o encanto que existe em vestir um tuttu e amarrar as fitas da sapatilhas e a fascinação de dançar no palco.

Precisa se sentir-se bailarina, que pode aprender sim, seja qual for sua idade.
Nada é tão importante quanto a alegria de estar no palco e que somos limitadas.

Ninguém é tão perfeito. 
Porque a perfeição só existe em Jesus.
Devemos nos sentir iluminadas por ele e feliz por sermos bailarinas.
E se sua professora não faz você se sentir assim, repense se está no lugar certo!

Beijos com carinho... Sissa






Hoje resolvi deixar aqui pra vcs um pouquinho do que o ballet é na minha vida.
Nada mais do que: "ESTILO DE VIDA"
Não nasci bailarina, me tornei uma.
Não é fácil, mas o difícil sempre me fascinou.
Tive que ter muita coragem:
Coragem de enfrentar mau humor de pessoas que me chamavam pra sair e ouviam da minha boca como resposta a palavrinha mágica do "Não posso, tenho Ballet".
Coragem de ter que muitas vezes enfrentar o espelho e dizer: "Nossa, estou precisando comer mais salada e deixar o Big Mac de lado". Tão difícil isso! :(
Coragem de sair na chuva, no frio e ir pra aula 
ou colocar a meia do ballet num dia de calor insuportável, onde muitos estão de shortinho e blusinha.
Coragem para me permitir aprender e ter a humildade de entrar numa sala de aula sem nada, sendo apenas eu e minha essência.
Coragem pra deixar de comprar um celular novo ou de ir ao shopping porque tem as taxas de teatro e os figurinos pra serem pagos.
Muita, mais muita força de vontade para se anular pra muitas coisas que tbm são legais e se dedicar apenas a dança.
Ballet não é fácil e por isso é necessário muita força de vontade e perseverança.
A luta é árdua... Mas gratificante.
Chorei, suei, quase desisti. Mas hoje quando olho pra traz e vejo todos meus esforços valerem a pena nos olhinhos das minhas alunas, me fazem sentir a alegria de um sonho realizado.
Valeu a pena!

Amo o que faço e faço com amor.

Beijos com amor... Sissa